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A Filarmónica de Coja, carinhosamente chamada de "Música" é a colectividade
mais antiga da vila. A sua história, principalmente do período inicial,
ainda está muito escondida. Sabe-se, através do relato oral que foi fundada
em 1 de Novembro de 1868. Dr. José Albano de Oliveira e Padre Simões são
nomes apontados como fundadores. O Padre Simões poderá terá sido além do
fundador, o primeiro regente da banda, tendo comprado o primeiro
instrumental, que foi depois herdado pelo seu sobrinho, José da Costa
Marques, o qual o ofertaria à Filarmónica a pedido de José Gabriel, de Vila
Cova de Alva.
Após a morte do Padre Simões, a música terá entrado num período difícil,
ultrapassado pelo empenho do Dr. Alberto do Vale e de Benjamim Fernandes
Neves Tavares, notário de Coja, que viria a personificar um dos episódios
mais sui generis da Filarmónica, ao colocar na escritura que oficializaria a
banda a, data de 31 de Abril de 1911. Esta escritura é o documento mais
antigo que se conhece da "música" de Coja, embora não tenha validade devido
à incorrecção da data. Nesta escritura, a Filarmónica aparece apenas com a
designação de "Pátria Nova". A designação "Progresso Pátria Nova" terá sido
atribuída por força da mudança de regime (implantação da República), embora
também haja quem defenda a origem do nome determinada pela ideologia
política do Dr. José Albano de Oliveira. A regência da filarmónica passa por
vários nomes, que mesmo não estando correctos cronologicamente, será justo
relembrar: Eduardo Marques de Oliveira (falecido em 1918 e que foi o
primeiro mestre da filarmónica, neste período), José Carvalho, Joaquim Bento
de Oliveira, José das Neves Correia, António das Neves Correia, entre
outros.
Sem sede própria, a vida da Filarmónica foi de mudança constante. Esteve
sediada na Casa de Santa Clara, numa casa junto à Ponte do Senhor, na Casa
do Povo e hoje na Casa da Cultura (antiga escola primária). A direcção da
Filarmónica propõe, em 1972, a criação de uma escola de música, devido à
falta de executantes, escola que viria a iniciar a sua actividade ainda esse
ano, com 15 alunos. Esta escola de música estava instalada na Biblioteca D.
José Alves Matoso.
Finalmente, o reconhecimento e escritura notarial só se efectuaria em 1985,
a 26 de Fevereiro desse ano,escritura onde se declarou que a Filarmónica já
exercia uma actividade contínua desde o dia 1 de Novembro de 1868, embora
ainda não fosse encontrado nenhum documento escrito da época que comprovasse
esta data, a qual vai passando de boca em boca.
A Associação Filarmónica Progresso Pátria Nova de Coja é oficializada pelo
Diário da República, III Série, nº 74, de 29 de Março de 1985, sendo
considerada como uma instituição com o objectivo da actividade musical,
cultural e recreativa. Adquire o estatuto de Instituição de Utilidade
Pública em 1994 por despacho de 26 de Setembro desse ano, publicado em
Diário da República, II Série de 13 de Outubro.
A rua é, popularmente, designada por Rua de Baixo. |