Serra do Açôr

A Paisagem Protegida da Serra do Açôr (APPSA), situada no concelho de Arganil, cobre uma superfície de 346 ha com altitudes que oscilam entre os 400 e os 1016 m.
Esta Área Protegida alberga duas áreas relevantes: a Reserva Natural Parcial da Mata da Margaraça e a Reserva de Recreio da Fraga da Pena.

A Área Protegida foi criada em 1982, com o objectivo de proteger valores naturais, de entre estes destaca-se uma das raras relíquias da vegetação natural de carvalhal de carvalho alvarinho, das encostas xistosas do Centro do país - a Mata da Margaraça. A Área restante é domínio das giestas, urzes, tojos, carqueja e algum pinhal de regeneração natural, espécies adaptadas a solos degradados e que ganharam terreno após os sucessivos incêndios.

Quando à fauna podem observar-se na Área Protegida espécies como o lagarto-de-água, a salamandra-de-cauda-comprida, a rã-ibérica, o javali, a gineta, a raposa, a coruja-do-nabal, o chasco-preto, o gavião, a águia-de-asa-redonda e claro, o acôr, entre muitas outras.

A APPSA integra-se no Complexo do Açôr, sítio proposto pela Resolução do Conselho de Ministros nº 76/2000 de 5 de Julho, para integrar a Rede Natura 2000.
Do Complexo do Açôr fazem também parte a mata e afloramentos do Fajão e os cumes do São Pedro do Açôr e da Cebola.

A Fraga da Pena, classificada como Reserva de Recreio, constitui um interessante acidente geológico associado a um conjunto de sucessivas quedas de água.
 

   

Mata da Margaraça

 

 

No século XIII, a mata era pertença do Bispado de Coimbra e dividia-se em quatro zonas com aproveitamentos diferentes: o terreno agrícola, a área de souto (da qual se retirava a produção de castanha), a área de talhadio (para a produção de madeira) e a zona de povoamentos mistos que é hoje «a parte da floresta mais natural».

Reserva natural desde 1982 enquanto propriedade privada, foi em 1985 adquirida pelo Estado ficando sob a alçada do Instituto de Conservação da Natureza.

A mata representa o coberto florestal que em tempos cobriu toda a serra, caracterizada pela predominância do castanheiro e do carvalho, e apresenta outras espécies como a aveleira, a cerejeira, a nogueira, a ginjeira, entre outras.

Da mata foi também extraída a madeira para muitos dos trabalhos em talha que se realizaram na zona.
 

   

Fraga da Pena

 

 

A Fraga da Pena, em plena zona protegida da Mata da Margaraça, relíquia inestimável do manto florestal que em tempos idos, cobria as encostas xistosas do Açôr e serra confinantes, arvores de prestígio, do carvalho ao castanheiro, em contraste com o pinheiro de hoje.

A Fraga da Pena é um recanto de xisto, água e urge que sugere a frescura humana.

Da floresta, no trabalho da madeira, surgiu interessante indústria artesanal de cestos e colheres de pau.

São apreciadas as colheres de pau dos Pardieiros, na Benfeita.

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