Sede de Freguesia do Concelho de Arganil, foi outrora sede de Concelho. Contudo, o Decreto de 31 de Dezembro de 1853, consumou a a sua extinção.

Faziam parte do concelho, as freguesias de Vila Cova do Alva, Benfeita, Cerdeira e Barril de Alva .

Em 18 de Janeiro de 1854, realizou-se a última reunião da Câmara Municipal de Coja, que foi presidida por Jerónimo da Fonseca e Sousa e dela participaram também os vereadores António Mendes Ferrão, José Gonçalves da Fonseca e Domingos de Abreu [Ler Acta].

Povoação de origem remota.

Encontram-se ainda grandes vestígios de ocupação romana e árabe. A exploração de ouro de aluvião e chumbo, bem como a boa fertilidade dos solos, terão constituído o motivo principal para a fixação das populações.

Procurando organizar a defesa da linha fronteiriça do Mondego e da Serra da Estrela, contra as incursões muçulmanas, foi edificado na zona denominada por «Paço» um castelo (data da época de D. Teresa) que desempenhou no sistema defensivo, um papel muito importante, abrigando os homens de armas do bispo, que asseguravam o exercício dos seus poderes senhoriais na região.

A vila de Coja tem uma fisionomia e uma morfologia muito adequada à sua situação geográfica. Inicialmente, Coja desenvolveu-se junto à foz da Ribeira da Mata, donde que o centro desta comunidade era, por certo, o castelo, que albergava o poder da época (alcaide, clero).

A confluência dos cursos de água e a possibilidade da supra citada fertilidade dos solos, estarão, por certo, no condicionamento da morfologia do traçado actual da vila de Coja.

 

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