A Freguesia de Coja

A freguesia de Coja compreende, para além da sua sede (Coja) mais 9 aldeias e lugares: Casal Mourão, Esculca, Vale do Carro, Machorro, Pai Espada, Vale Peitalva, Pisão, Medas e Salgueiral.

Os historiadores não têm, até ao momento, dedicado grandes estudos a estas aldeias e lugares sendo o conhecimento histórico dos mesmos muito restrito. De qualquer modo sabe-se alguma coisa que aqui registamos.

Num estudo realizado pelo Padre Dr. António Dinis relativo a Espariz e a propósito de um cadastro da população do reino realizado a pedido de El Rei D. João III, em 1527, a Esculca apresentava 17 moradores e o Pisão apenas 4 e nenhuma das outras povoações eram mencionadas, porventura por serem inexistentes à época ou por terem uma expressão demográfica inferior à da Esculca. Anos mais tarde, em 1758, o Índice Geográfico das Cidades, Vilas e Paróquias de Portugal refere as capelas de S. Lourenço (Esculca), S. Simão (Medas) e Espírito Santo (Salgueiral).

Esculca

 

Aldeia altaneira a 3 km de Coja e de onde se poderá avistar uma vasta região da Estrela ao Caramulo, de S. Pedro Dias à Lousã, deriva no seu topónimo de scuta, termo militar romano para posto de vigia, bem adequado à sua posição geográfica. Teria sido, então, local de vigia de inimigos, sobretudo para a defesa do Castelo de Coja e adianta-se, pelo topónimo, que este posto de vigia já existira na época romana, provavelmente como auxiliar de defesa da estrada romana que passava na falda da encosta onde se situa a aldeia. Nesta aldeia ainda resiste o fabrico artesanal das famosas “colheres de pau”, feitas em madeira de pinho. A sua capela de construção moderna é dedicada a S. Lourenço.

 

Vale do Carro

 

A 1 km da sede de freguesia, é um pequeno lugar outrora ponto de passagem da estrada romana que vinda de Avô continuava para a Lomba do Canho (Arganil), importante acampamento militar romano. Alguns achados arqueológicos encontrados na aldeia ao acaso pressupõem que a realizar-se uma escavação mais cuidada poderia trazer à luz do dia outras páginas da História de Coja e de Portugal.

 

Machorro

 

Situa-se a caminho de Arganil a cerca de 4 km de Coja. O seu topónimo tem origem agrária, ao passo que os lugares próximos de Pai Espada e Vale Peitalva continuam um mistério, porventura por se tratarem de povoações recentes e que podem resultar da pré-existência de pequenas quintas agora aumentadas com mais fogos habitacionais

 

Pisão

 

É a primeira das aldeias da freguesia. A 3 km de Coja, resultou da existência no local de um pisão de linho (entretanto desaparecido), engenho hidráulico para o tratamento daquele vegetal e que situava nas margens da Ribeira da Mata que por ali passa.Por norma e devido ao barulho dos batentes, os pisões localizavam-se distantes da povoação principal e perto de um curso de água. Por isso o Pisão também é conhecido por Pisão de Coja. Desta aldeia são naturais alguns grandes vultos da cultura portuguesa, dos quais destacamos os contemporâneos: o historiador José Mattoso e o escritor João Alves das Neves. Da sua arquitectura releva-se a capela, com interessantes estatuetas de porcelana no telhado, uma casa brasonada da família Figueiredo, outras residências com interesse arquitectónico e a Fonte de S. Miguel.

 

Medas

 

Cujo topónimo significa conjunto de montões e Salgueiral, que deriva de salgueiro, água ou escorrência, fecham as aldeias e lugares da freguesia.

 
 

Casal Mourão

 

 

A meio caminho entre Coja e a Esculca, poderá antever a existência ou a passagem de Mouros, de acordo com o seu topónimo e pelo facto de sabermos que este povo por aqui deambulou e fixou em tempos idos. Não tem mais do que 3 ou 4 casas de habitação.

 
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