tSilvino Oliveira

Coja e o seu futuro. Perspectivas.

Publicado em: 16-09-2009 | Titulo: O parlamentarismo.

 

Os primeiros indícios de parlamentarismo remontam à antiga Grécia onde alguns cidadãos, privilegiados, tomavam decisões profundamente discutidas entre os seus pares; essas discussões tinham um lugar próprio que tomou o nome de assembleia e foi aí que o primeiro indicio de cidadão e cidadania começou a desabrochar, assim como o conceito de polis, (cidade), e a necessidade de governo assente em posições aceites previamente por quem tinha o poder de as discutir. A capacidade de apresentar temas a discutir e a persuasão aprofundada, elevaram o espírito de cidadania e criaram uma nova forma de organização social e política que marcou para sempre a civilização.

Daí até hoje, muitos sobressaltos, muitas guerras, alguns avanços e muitos recuos, mas a ideia principal continua com a mesma força e o mesmo ideal: o destino da polis pertence a todos nós e todos devemos participar na sua construção, não devem ser criados obstáculos à participação e todas as vozes deverão ser ouvidas, respeitadas e tomadas em consideração. Quando tal deixa de acontecer, toda a luta na conquista deste direito fundamental é colocada em risco, e deve ser retomada o mais breve possível de maneira a evitar o regresso à escuridão das ditaduras, das prepotências, dos caciquismos, enfim, ao desaparecimento dos ideais de Péricles, “a formação do cidadão”.

No presente existem alguns exemplos de exageros na paixão posta ao serviço da dialéctica, estou a lembrar-me das assembleias de Taiwan onde por vezes se chega aos limites da violência física para afirmar convincentemente os argumentos de uns e de outros; pelo contrário outros exemplos existem onde as assembleias não passam de alegorias para justificar o injustificável, Coreia do Norte, Birmânia, Cuba, etc.
Pior que uma falsa assembleia é não existir nenhuma, pior ainda, é ter já existido e por alguns exageros de linguagem ser retirado o direito de expressão ao cidadão e fechar a assembleia.

Ninguém nasce ensinado, não podemos sentir dentro de nós a capacidade infinita de julgar os outros nem de utilizar os instrumentos que estão ao nosso alcance para calar o sentimento alheio, é por isso que faço aqui o meu apelo ao regresso rápido do fórum de discussão que este site já teve. Os exageros cometidos não passam de virtudes da imperfeição humana da qual todos fazemos parte e ainda bem, é um grupo animal ao qual tenho o orgulho em pertencer e não trocaria por nenhum outro por mais organizado que seja.




 

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