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Sérgio Oliveira Pacheco, na altura proprietário do Restaurante Bar Príncipe
do Alva, onde se reunia essencialmente a juventude e vendo em alguns deles
capacidades de desenvolverem algo de positivo para a terra, propõe que os
mesmos pagassem uma quota semanal para depois, com o montante angariado, se
organizasse uma excursão ou se apoiasse uma instituição, ou outro convívio
qualquer. Daqui partiu a ideia da criação do grupo, que posteriormente se
veio a chamar “Mais Além”, sob proposta de António José Marques das Neves.
Dando os seus primeiros passos reunindo nas instalações do estabelecimento
comercial já referido, os seus primeiros Estatutos só viriam a ser
publicados em 15 de Agosto de 1980, sendo aditado a designação actual do
grupo: Grupo Sócio-Cultural, Recreativo e Desportivo “Mais Além”, datados de
2 de Junho de 1980, assinando-os Luís Manuel Tavares de Moura. A escritura
pública de constituição perante o Cartório Notarial de Arganil data de 19 de
Setembro do mesmo ano.
Em Assembleia-geral do Grupo, datada de 7 de Fevereiro de 1979, realizada no
Café Príncipe do Alva eram aprovados os primeiros estatutos e votados os
primeiros corpos gerentes, a saber: António Manuel Tavares Fróis de Carvalho
e António José Marques das Neves, Presidente e Secretário da Assembleia
Geral, respectivamente, António Manuel Gouveia Silva Neves, Luís Manuel
Costa Gírio e Fernando Manuel Gomes Oliveira, Presidente, Secretário e
Tesoureiro da Direcção, respectivamente e Mário João Candosa Vitória, João
Alberto Quaresma César e Orlando Carvalho Castanheira, também membros da
Direcção. Para o Conselho Fiscal, a votação recaiu em José Joaquim Marques
Oliveira e Luís Manuel Tavares de Moura, Presidente e Secretário
respectivamente.
Apesar dos criadores do grupo serem, na sua maioria, os seus primeiros
corpos sociais, registam-se os que (apurados), não integrando aqueles,
contribuíram para a sua criação: Carlos Alberto da Costa Gírio e Carlos José
Tavares Fonseca do Amaral.
A vida da colectividade foi sempre pautada por momentos bons e menos bons.
Logo em 17 de Novembro de 1979, em Assembleia-geral era ponderada a extinção
do grupo face à inacção e passividade directiva.
Mesmo com esta situação e após a sua criação, as actividades sempre tiveram
o propósito de envolver Coja e os cojenses em eventos que dignificassem a
sua vila, comemorando o Ano Internacional da Criança ou angariando fundos
para as vítimas do terramoto açoriano de 1980. Em 28 de Janeiro do mesmo
ano, também em Assembleia-geral do Grupo, que decorreu na Biblioteca D. José
Alves Matoso e presidida por António Manuel T. F. de Carvalho, um conjunto
não quantificado de sócios questiona acerca de possíveis actividades do
Grupo. Talvez por esta necessidade de acção, era aventada a possibilidade
pelo pároco local António Dinis, que aproveitando as sinergias já
existentes, se organizasse um cortejo tipo “latada” universitária, dando
desta forma maior brilho e impacto ao que já se fazia impulsivamente
deliberando-se assim organizar uma festa carnavalesca, constando da mesma
uma marcha tipo “latadas” com cartazes alegóricos: nascia o Carnaval
inserido no Mais Além, que o tem acolhido ininterruptamente desde essa data.
Para além do Carnaval, o Mais Além tem organizado festas de Fim de Ano,
Noites de Verão e outras actividades pontuais. Da sua História destaca-se a
Rádio Mais Além, que acabou por se calar em face das obrigações legais
incomportáveis pelo grupo à altura. |
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