Encontra-se publicado no Diário da República o diploma que oficializa o brasão, bandeira e selo da freguesia de Coja.

O desenho do brasão, (e respectiva descrição temática) foram aprovados em Assembleia de Freguesia de 29 de Abril de 1994, e contou com a participação do nosso colaborador Nuno Mata, no que concerne à sua criação pictórica.

Como símbolo, o brasão deverá ser conhecido e entendido por todos, para que todos possam explicá-lo a quem, porventura, questione o porquê dos seus elementos. Por isso, deixamos neste espaço, a razão de cada um dos desenhos inscritos.

O brasão é encimado por quatro torres já que corresponde a uma vila, sede de freguesia. Distingue, portanto, povoações de hierarquia diversa.

A cor de fundo, o verde, representa as culturas cerealíferas dos campos da Ribeira da Mata e a influência da Serra na vila de Coja.

As duas chaves passadas em aspa, com os palhetões para cima, atestam a fidelidade do castelão de Coja a D. Sancho II nas lutas que este travou com D. Afonso III (seu irmão) e que resultariam no arrasamento do Castelo.

O Pelourinho, apresentado a prata, atesta a importância administrativa que Coja possuía enquanto concelho; monumento manuelino, é um dos mais importantes da vila
O crescente de pontas viradas para cima e a estrela de cinco pontas em chefe encontra-se no brasão por ser um dos elementos simbólicos de um dos selos de tipo iconográfico de D. Egas Fafes, reconstrutor de Coja e a quem devemos a atribuição do nosso primeiro foral, em 12 de Setembro de 1260.

A ponte, para além de ex-libris da vila, lembra a sua função como meio de ligação entre Coja e outras regiões, para além de representar a sua importância na defesa da vila aquando das invasões francesas.

Finalmente, as faixetas onduladas que aparecem debaixo da ponte, duas a prata e uma a azul representam a exploração aurífera do Rio Alva, um dos motivos que teria atraído a fixação das populações (faixetas a prata) e a importância dos dois cursos de água que banham a vila, o Alva e a Ribeira da Mata como outro motivo determinante na fixação desses povos primitivos (faixeta a azul).

 

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